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Quarta-feira, 11 de Outubro de 2017

POLÊMICA MAIOR NO TRANSPORTE COLETIVO DE SANTOS

 

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Michael Ventura Lucas, 19 anos, tem uma namorada e 2 filhas para sustentar. Os dois estão desempregados e vendem passes de ônibus em Guarujá. O jovem pai chega ao ponto às 11h e vai pra casa às 20h, ou seja, tem uma jornada de 8 horas, subtraindo-se as pausas para o lanche. Ele lucra, em média, R$ 70 por dia. Se ele trabalhar com uma folga semanal, consegue ganhar aproximadamente R$ 1.700 em um mês, sem contar o dinheiro que a namorada dele tira com esse “negócio”.

A venda ilegal de passes de ônibus é uma prática comum nos pontos mais movimentados da Baixada Santista. O esquema dos passadores de cartão (como alguns os chamam) funciona assim: um funcionário que recebe cartão-transporte da sua empresa, tendo sido descontado 6% da sua folha de pagamento, mas não o utiliza, aluga-o para um desses passadores por, geralmente, metade do valor contido no cartão. Com o utensílio em mãos, os passadores vendem a unidade por um preço mais baixo do que o valor cobrado oficialmente.

Em Santos, é possível comprar uma passagem por R$ 3,00 com os vendedores clandestinos, muito mais barato do que os R$ 3,85 cobrados pela Viação Piracicabana, empresa responsável pelo transporte municipal. O lucro desses vendedores está na possibilidade de usar o cartão várias vezes no mesmo ônibus gastando apenas uma unidade.

Em Guarujá, cobrar R$ 2,00 por cada unidade (que custa R$ 3,20 nesse município) é um consenso entre os vendedores clandestinos. O ganho deles também é baseado no sistema de integração das linhas, com a diferença que, em Guarujá, cada cartão pode ser usado apenas uma vez em cada linha. Por isso, eles têm que registrar todos os ônibus que passam e revezar os cartões.

 

A mentira– Um passador de cartão conhecido por todos que frequentam um determinado ponto em Santos foi procurado pela reportagem para explicar como funcionam suas vendas. Muitas pessoas compram diariamente a passagem pela qual ele cobra R$ 2,50. 

De acordo com a Viação Piracicabana, “o único tipo de cartão comercializado nos postos de venda terceirizados e pelos vendedores oficiais é o cartão-múltiplo”, que possui 2, 4 ou 10 unidades de transporte e é entregue ao comprador. No entanto, esse vendedor fornece aos clientes o “cartão-transporte”, do tipo que é dado pelas empresas aos funcionários, e o pega de volta após o cliente ter passado pela catraca.

Questionado a respeito de a sua passagem ser mais barata que a oficial, ele disse que pode negociar “outras coisas”, mas não quis revelá-las. O vendedor também não revelou o nome dele. “Algumas coisas que eu disser podem me prejudicar”, explicou ele.

 

A parceria– No ponto de ônibus da rodoviária de Guarujá, 8 pessoas dividem o mesmo espaço, tentando vender seus cartões para os milhares de passageiros que passam por lá. Porém, a concorrência não é sinônimo de conflito nesse caso. Os 8 passadores de cartão se conhecem e convivem normalmente entre si.

Segundo o passador Michael Ventura Lucas, é necessário conversar previamente com os todos para poder vender no ponto da rodoviária. “Quando a gente vê que a pessoa está realmente precisando, tudo bem. Se percebemos que é só alguém tentando se aproveitar, ele vai ter que "sair fora".

Michael está nesse “bico” há 2 anos. Quando começou, tinha apenas 1 cartão; hoje, ele até aluga alguns. Mesmo vendendo bem, ele diz que só está fazendo isso “para não ficar parado em casa”. Ele tem formação técnica de funileiro e também é ajudante de pedreiro. Nos últimos dias, entregou currículo para várias empresas de Santos.

O vendedor de cartões B. H., de 27 anos, preferiu não se identificar, porque ele está tentando entrar na Translitoral (empresa responsável pelo transporte público de Guarujá) como motorista. Ele falou que está trabalhando no ponto há 4 meses e que lucra aproximadamente R$ 1.000 por mês.

publicado por srgiodefreitas1965 às 23:10
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